Acordei-me mais um dia, como todos os outros, um dia quente, acordei com o Sol batendo em meu rosto. Era meu primeiro dia de aula.
Nunca apreciei mudanças, minha escola antiga tive que me retirar obrigatoriamente. Estava perto disso acontecer, penso que possa ser culpa minha.
Vou me arrumar como mais um dia, não ligo muito para qual imagem irei expressar para pessoas desconhecidas. Elas que entendam como querem, tomei uma xícara de café e parti.
Nunca apreciei mudanças, minha escola antiga tive que me retirar obrigatoriamente. Estava perto disso acontecer, penso que possa ser culpa minha.
Vou me arrumar como mais um dia, não ligo muito para qual imagem irei expressar para pessoas desconhecidas. Elas que entendam como querem, tomei uma xícara de café e parti.
Eu andava até a escola com o Sol quente batendo em meu rosto. Um pingo de suor cai, vasculhei por um instante minha bolsa para ver se encontrava uns trocados e passei e um supermerado ali perto. A dona dele é bastante gentil aparenta ser uma pessoa generosa.
Comprei um pacote de salgadinhos e parti novamente . Cheguei a escola, estava tendo uma movimentação inquieta, alunos chegando e pessoas olhando, passei discretamente como quem não queria chamar atenção. Mas todos me olharam.
Não me sinto acomodada quando isso acontece, entrei no colégio e fui andando até que achasse um professor ou alguém com autoridade sobre a escola, não consegui encontrar devido a tanta gente junta, de longe avistei um garoto que estava quieto, parecia ser alguém misterioso, mas não fui até lá. Tocou um sinal e todos foram em direção as suas salas, eu não sabia qual era a minha.
- Qual é a minha sala? Perguntei com ar de dúvida para uma professora.
Ela respondeu:
- Posso verificar sua fixa de inscrição?
- Sim, aqui está.
- Sua sala é logo ali no final do corredor esquerdo.
Fui indo em direção á ela e entrei. Todos os alunos estavam em seus devidos lugares, e quando entrei, minha reação foi semelhante a quando me aproximei da escola, todos me olhavam.
Sentei-me em uma cadeira acompanhada de uma mesa que vi que estava vazia, e fiquei por lá observando como as pessoas conversam, como elas se comportam e observei o rosto de cada pessoa.
Uma garota entrou na sala, e todos olharam para ela, assim como olharam para mim. Era uma garota bonita, parecia ser bem conhecida. Foi se aproximando em direção a mim, perguntei a mim mesma o porque. Então ela chegou perto e falou:
- Esse lugar é meu!
Eu olhei para todo mundo que estava me olhando de volta, e em seguida olhei para ela novamente e disse:
- Ele estava vazio.
Então ela deu um leve grito:
- EU SEMPRE SENTO AÍ.
Nesse instante, a professora chegou na sala com um "bom dia" extravagante.
A garota, sentou ao meu lado me olhando com um semblante não muito bom.
Todos estavam conversando, a sala estava muito barulhenta, foi quando a professora bateu seu caderno na mesa pedindo o silêncio e todos se calaram. Ela olhou para cada um dos alunos e disse que iriamos fazer uma brincadeira.
Um dos alunos levantou a mão. A professora respondeu:
-Diga
O aluno:
- Como será esta brincadeira? Não é semelhante coom a do ano passado é?
Eu não sabia nada sobre aquele colégio, mas pelo que entendi, aquela professora sempre deu aulas lá.
Então ela disse:
- A brincadeira é muito simples, cada um de vocês vai escrever seus nomes em um pedaço de papel, depois entreguem a mim, irei baralhar e entregar os papeis novamente, quem sair com quem irá fazer perguntas, E NADA DE GRACINHAS!
Os alunos empolgados começaram a arrancar papeis de seus cadernos e escrever. Eu também fiz o mesmo. Depois que escrevi dobrei o papel e entreguei a ela.
Ela me entregou outro.
Começamos a abrir os papéis e fazer a brincadeira fila por fila. Chegou a minha vez, eu tinha tirado alguém chamado " Wil ".
Era aquele garoto que eu falei achar misterioso na entrada da escola.
Ele olhou pra mim e todos olharam juntamente esperando que eu fizesse a pergunta, então eu disse:
- Ahn.. você sempre estudou aqui?
E todos riram. A professora pediu silêncio e disse:
- Wil? (Pedindo para que ele respondesse)
Então finalmente ele disse:
- Não.
E olhou para seu relógio de pulso, como quem não gostou da pergunta.
E logo foi a minha vez, quem tirou meu nome foi a tal garota que quase me expulsou da carteira.
Então ela disse:
- Você costuma sempre invadir o lugar alheio?
A professora retrucou:
-Senhorita Rhames, faça uma pergunta séria e de precisão.
Então novamente ela perguntou:
- De que buraco você veio?
E todos cairam na gargalhada.
Eu respondi :
- De que lugar? Vim de Boston!
E a brincadeira foi terminada.
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